domingo, 29 de novembro de 2015

Moral kantiana: uma precisão


A Lição 18 do manual do 10.º ano, intitulada "Kant e a vontade boa" (pp. 76-78) apresenta a distinção kantiana entre as ações que são contrárias ao dever e as ações que estão de acordo com o dever, sendo que estas se dividem, por sua vez, entre as que são meramente conformes ao dever e as que são realizadas por dever (ver esquema da p. 78). 

Como aí se explica, só as ações que são realizadas por dever têm valor moral. Mas daí não se segue que aquelas que são meramente conformes ao dever sejam moralmente incorretas (ou imorais), pois as ações que não são moralmente corretas podem também, de acordo com Kant, não ser moralmente incorretas. 

Apesar de isto estar devidamente apresentado nessa lição e de ser consistente com o que se diz nas lições seguintes, há na p. 77 uma imprecisão claramente infeliz e enganadora, que deve ser corrigida. Aí se diz, a propósito do conhecido exemplo kantiano do comerciante, que ações como a de não enganar os clientes por medo de ser apanhado são moralmente reprováveis. O que se devia ter dito é que não têm valor moral, ou que não são moralmente corretas (como se diz a seguir) e não que são moralmente reprováveis.

Fomos alertados para esta infeliz imprecisão pelo colega Carlos Pires (professor da E.S. Laura Ayres, da Quarteira), a quem agradecemos o muito justificado reparo.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Informação-Prova para o exame nacional de Filosofia de 2016

Foi publicada há dias na página do IAVE a Informação-Prova para o exame de Filosofia de 2016 (clicar AQUI).

Uma primeira leitura permite concluir que é praticamente igual à do ano passado, pelo menos no que diz respeito à caracterização da prova e à lista de conteúdos a avaliar.