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A mostrar mensagens de Abril, 2015

Mais olimpíadas e mais medalhas

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As Olimpíadas Nacionais de Filosofia estão definitivamente para ficar, e ainda bem. As IV Olimpíadas realizaram-se em meados deste mês de abril na ES de Montemor-o-Novo e os premiados foram os seguintes: 
A medalha de ourofoi para Maria João Robalo Portijo e Silva, da ES do Cartaxo; a medalha de prata foi para Sofia Cavaca Avelino, da inevitável ES Dr. Ginestal Machado (Santarém) e a medalha de bronzefoi para Alexandre Silva M. R. Eira, da ES de Vergílio Ferreira (Lisboa). Os dois primeiros irão representar Portugal nas XXIII Olimpíadas Internacionais de Filosofia, em Tartu (Estónia), dentro de pouco mais de duas semanas.
Maria João e a sua colega de escola, Patrícia Silva (que recebeu uma menção honrosa), ladeando o professor Manuel João Pires, que as orientou e acompanhou.
Aguarda-se também pela realização das Olimpíadas ibero-americanas de Filosofia deste ano. As primeiras realizaram-se em 2014 e contaram com a participação de cinco países: Portugal, Espanha, México, Costa Rica e Rep…

Crença racional

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Regressemos à discussão da crença. As crenças, como dissemos, podem ser avaliadas como verdadeiras ou falsas. Mas podem ainda ser avaliadas de acordo com uma segunda dimensão. Se a Maria nos diz que Júpiter tem dezasseis luas, queremos saber se está justificada em acreditar nisto, ou se é apenas um truque que ela retirou de um chapéu. Terá ela razões que tornem racional a sua crença nisso? O que queremos dizer com uma razão para acreditar? Normalmente, temos em mente uma prova para a crença, uma consideração ou observação que aumenta a plausibilidade da verdade da crença. Assim, poderíamos imaginar que a Maria apontou o seu poderoso telescópio para Júpiter e contou as suas várias luas. A estas razões, chamemos razões epistémicas.   Alguns filósofos pensaram que pode também haver razões não epistémicas para acreditar numa dada proposição. Muitas conversões religiosas foram conseguidas com uma arma apontada à cabeça: «Acredita nisto, senão...» Podemos pensar que uma pessoa que olha para…

O que significa alguém acreditar em alguma coisa?

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Acabou de ser publicado o excelente O Medo do Conhecimento: Contra o Relativismo e o Construtivismo (Gradiva), do filósofo Paul Boghossian.


Neste pequeno e muito aclamado livro de Boghossian, há várias secções que servem perfeitamente para os professores de filosofia do secundário usarem nas suas aulas, seja sobre a própria noção de conhecimento, seja sobre a avaliação da perspetiva de Kuhn acerca da ciência, entre outros aspetos.

Aqui fica um pequeno excerto sobre a própria noção de conhecimento, mais precisamente sobre uma das suas condições necessárias: a crença.

    Uma crença é um tipo particular de estado mental. Se perguntarmos qual é exactamente esse tipo de estado mental, percebemos que não é fácil responder. É claro que podemos descrevê‑lo por outras palavras, mas apenas em termos que exigem tanta explicação como falar sobre a crença. Acreditar que Júpiter tem dezasseis luas, por exemplo, é aceitar que o mundo é tal que, nele, Júpiter tem dezasseis luas; ou representar o mun…