quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Manual digital atualizado

As gralhas e erros que nos foram comunicados estão já corrigidos na versão online dos manuais digitais dos 10.º e 11.º anos. Assim, os professores que queiram usar uma versão sem gralhas poderão usá-lo nas suas aulas. Se mais gralhas vierem a ser encontradas, agradecemos que nos comuniquem.



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Termos maior e menor

Pode ser de facto que Aristóteles se referisse ao predicado da conclusão quando falava do termo maior; mas não lhe ocorreria usar isto como uma definição porque a sua maneira de elaborar a questão da validade duma dada forma não é construindo um silogismo completo mas antes oferecendo um par de premissas e perguntando que conclusão, se alguma existe, pode ser derivada. Por isso ele deve ter outro meio de, pelo menos em aparência, determinar qual é o termo maior sem referência à conclusão. Por outro lado, não é impossível para ele falar de um silogismo no qual o termo menor é predicado do termo maior. 
Parece, pois, que o significado dos termos 'maior' e 'menor' muda durante o desenvolvimento do pensamento de Aristóteles. [...] Desde o século dezassete que a maioria dos escritores adoptaram a sugestão de João Filopono que o termo maior seja definido como predicado da conclusão. Filopono claramente admite que esta decisão é arbitrária.
William e Martha Kneale, O Desenvolvimento da Lógica (FCG, p.73)

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Russell em busca da verdade: lógica, matemática e filosofia em banda desenhada


Foi publicado recentemente Logicomix: Uma Busca Épica da Verdade, um livro muito interessante e acessível, que é também um sucesso internacional. É sobre Russell, sobre lógica, sobre matemática e sobre filosofia. É banda desenhada, mas não se trata de caricaturar ideias. Podem ver aqui mais alguns pormenores sobre o livro.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

França ultramarina

O professor Eurico Carvalho chamou-nos gentilmente à atenção para os exercícios 1 e 2 da página 14 do 50LF10, nos quais testamos o domínio dos conceitos de condição necessária e condição suficiente: num caso, perguntamos se ser francês é condição suficiente para ser europeu, e no outro se ser francês é condição necessária para ser europeu. Quando fizemos o exercício estávamos a presumir que a França tinha abandonado, como Portugal, todos os seus territórios ultramarinos (para usar a expressão colonialista que se usava em Portugal antes da liberdade nos ter chegado nas pétalas dos cravos de Abril); acontece que isso é falso, e a França tem ainda hoje vários territórios ultramarinos, como a Guiana Francesa, no continente sul-americano, mas também a Polinésia Francesa e a Nova Caledónia, perto da Austrália, entre outros territórios franceses.

Dada esta complicação política, é curioso pensar se é ou não verdadeiro que ser francês é condição suficiente para ser europeu. Como os franceses dos territórios ultramarinos votam para o parlamento francês, também votam para o parlamento europeu. Assim, se consideramos que votar para o parlamento europeu é uma condição suficiente para ser europeu, essas pessoas são realmente europeias, ainda que sejam, por exemplo, geograficamente sul-americanas. O que isto significa é que temos uma incoincidência entre os conceitos geográfico e político de europeu. Geograficamente, só é europeu quem nasceu no continente europeu, ou nas suas ilhas; politicamente, contudo, há europeus que são geograficamente sul-americanos.

Em termos agora práticos, os professores têm dois tipos de opções à sua disposição. A primeira é deixar o exercício tal como está e avaliar apenas o domínio dos conceitos de condição necessária e suficiente, mesmo que o aluno pressuponha informação política falsa. Assim, por exemplo, um aluno que escreva o seguinte tem nota máxima porque mostra dominar o conceito, apesar de se basear talvez em informação empírica errada: “Ser francês é uma condição suficiente para ser europeu porque todos os franceses são europeus; mas não é uma condição necessária porque há europeus que não são franceses”.

A segunda opção é mudar o exercício para “ser alemão”: apesar da sua triste história, os alemães, ao contrário dos franceses, abandonaram o colonialismo.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Novas gralhas

Novas gralhas, desta vez no manual do 11.º ano, foram corrigidas na errata, graças ao colega António Padrão, da E. S. Alberto Sampaio (Braga). 

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Usar cartão 50LF em computadores Mac


O cartão/pen 50LF que os professores têm recebido com o manual digital funcionam também em computadores Mac. Em alguns casos é, contudo, necessário dar alguns passos a mais, que são os seguintes:

- Instalar (caso não tenha instalado) o Adobe Flash Player, clicando aqui
- Instalar (caso não tenha instalado) o browser Opera, clicando aqui
- inserir a pen numa entrada usb do Mac
- aceder ao disco (que tem o formato de um CD). Surgem 2 pastas e 6 ficheiros
- clicar no ficheiro ebook.swf (caso não abra o browser Opera deverá selecionar o ficheiro ebook.swf e clicar com o botão do lado direito de modo a surgirem as opções e aí selecionar «Abrir com…» e escolher o browser Opera)

Se houver alguma dúvida, não hesitem em nos contactar.