terça-feira, 29 de julho de 2014

Como os nomes adquirem o seu significado

Como explicar a interessante descoberta de que a Estrela da Manhã (Vénus) é a Estrela da Tarde (Vénus)? Uma questão intrigante, que está na origem da contemporânea filosofia da linguagem. Frege, Russell e Kripke sobre o significado. Por Adriana Silva Graça.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Escolas 50LF 11

Temos já a lista quase definitiva das escolas que, em Portugal e em África, adotaram o 50LF 11. Agradecemos aos colegas a confiança em nós depositada, e aqui estaremos ao longo destes seis anos para trabalharmos em conjunto em prol da excelência do ensino da filosofia. Continuaremos a produzir materiais explicativos para o manual digital, a que têm acesso gratuito todos os professores das escolas que escolheram os nossos manuais.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O que é a arte? Respostas

Tentando resumir o mais brevemente possível (numa frase ou pouco mais) as perspectivas apresentadas no colóquio "O que é a arte?", realizado no passado dia 4, sexta-feira, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o resultado é o seguinte:


Herman Siemens apresentou a perspectiva nietzscheana da arte como afirmação do génio criador.

Katia Hay caracterizou a perspectiva de Schelling da arte como a contraparte estética e objectiva da intuição intelectual subjectiva própria da filosofia.

Aires Almeida apresentou a resposta de Tolstói, de acordo com a qual a arte é expressão contagiante de sentimentos.

Carlos João Correia expôs a resposta de Clive Bell, segundo a qual o que faz de algo uma obra de arte é a forma significante.

Ana Baptista apresentou a definição de Collingwood, para quem a arte propriamente dita é expressão clarificadora de emoções.

Américo Marcelino esclareceu a perspectiva de Goodman, para quem algo é arte enquanto funciona como símbolo estético no interior de um sistema simbólico.

José Miranda Justo esclareceu a perspectiva de Deleuze, segundo a qual as artes são produtoras de sensações que existem intemporalmente num devir de possibilidades.

Paula Mateus defendeu a definição de Danto, de acordo com a qual algo é arte se manifesta uma atitude que requer uma interpretação activa por parte do público, de acordo com o contexto artístico particular em que se insere.

Paula Gabellieri, apresentou a perspectiva de Carroll de que classificar objectos como arte não exige qualquer definição, recorrendo-se antes a explicações de carácter genealógico ou a narrativas históricas.

António Lopes expôs a definição de Levinson — uma das suas versões — segundo a qual um objecto é arte se houve a intenção séria do seu titular de que ele viesse a ser encarado como as obras de arte anteriores são ou foram correctamente encaradas. 

Estas pareceram-me as ideias centrais — que foram devidamente exploradas e discutidas — de cada uma das comunicações a que assisti. Quanto às duas últimas, apenas posso presumir que foi isso, pois não me foi possível assistir até ao fim.