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A mostrar mensagens de Junho, 2014

O que é a arte?

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Morreu Cristina Beckert

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Cristina Beckert (1956-2014) era professora no Departamento de Filosofia da Universidade de Lisboa, e colaborou com a Filosofia Aberta, tendo feito a revisão científica de Ética Prática, de Peter Singer. Especialista em Fichte e Levinas, tinha também interesse na ética aplicada, nomeadamente a ética ambiental. Foi, além disso, co-autora de manuais de Filosofia para o ensino secundário. Uma pessoa extremamente afável e suave, deixa certamente em todos os que a conheceram, ainda que brevemente, como foi o meu caso, uma tristeza profunda.

Adeus, Cristina.

Lógica de Aristóteles

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Quando se estuda a lógica aristotélica hoje em dia há uma tendência para não estudar a lógica de Aristóteles, porque se estuda uma das muitas versões de alguns aspectos da lógica de Aristóteles, muitas vezes misturada com vários aspectos que não encontramos na obra deste filósofo. Por exemplo, como o Aires já referiu aqui, a quarta figura do silogismo não surge na obra de Aristóteles, mas é comum ensiná-la aos alunos (para haver uma quarta figura é necessário fixar a ordem das premissas, coisa que é logicamente irrelevante e que Aristóteles não fez, pois todo o argumento do género "Premissa 1, Premissa 2, conclusão" é rigorosamente equivalente ao argumento "Premissa 2, Premissa 1, conclusão"). Esta é uma razão para distinguir a lógica de Aristóteles da lógica aristotélica: ou seja, para distinguir a lógica que Aristóteles realmente fez, da lógica inspirada em Aristóteles mas que inclui outros elementos que lhe são estranhos (e por vezes até dificilmente compatíveis…

Exame de filosofia

Alvin Plantinga

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Isto conduz ao escândalo do ceticismo: se argumento a favor do ceticismo, então é claro que me apoio nas mesmíssimas faculdades cognitivas cuja fiabilidade é negada na conclusão do meu argumento cético.

Humanos e humanóides

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Aqui fica mais um exemplo de um pequeno ensaio sobre o filme Blade Runner, de Ridley Scott, desta vez da Joana Ginjeira, a quem se agradece.


DECKARD É HUMANO OU REPLICANTE? Joana Margarida Vicente Ginjeira Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes 11º Ano de Filosofia, Turma M – Maio 2014
Neste ensaio discuto o problema de saber se Deckard, personagem do filme Blade Runner, é humano ou se é replicante. A posição aqui defendida é a de que Deckard é replicante. Deckard, a personagem principal, tem como objetivo exterminar replicantes da Terra, seres criados artificialmente (por meio de manipulação genética), que imitam perfeitamente a aparência externa dos humanos. Durante todo este processo, Deckard vai-se confrontando com situações que põem em causa a sua identidade como humano. Primeiramente, há que distinguir humanos e replicantes. A diferença só pode ser detetada pela aplicação de um teste — chamado Voight-Kampff — no qual se reconhecem diferentes reações involuntárias da pupila de humanos …

Teste de diagnóstico

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Alguns professores perguntaram-nos se poderíamos incluir no manual digital do novo 50LF um teste de diagnóstico para aplicar no início do ano. A nossa resposta foi, como de costume, que iríamos tratar disso imediatamente. Assim, os professores das escolas que escolherem nosso manual irão receber o cartão com o manual digital, o qual já incluirá dois documentos com o teste de diagnóstico (um sem as soluções e outro com as soluções). O teste é o que se vê abaixo.

Tecnologia e humanidade

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Aqui fica o exemplo de um ensaio (de apenas uma página A4) que merece ser lido e discutido, baseado no filme Blade Runner (Ridley Scott), da autoria da aluna Anamaria Pop, do 11º ano. Agradecemos à Anamaria a autorização para publicar aqui o seu ensaio. 

Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes Filosofia, 11ºAno,  Maio de 2014 Anamaria Mihaela Pop, Turma M, nº3
Porque é que Roy salva a vida do seu caçador, Deckard?
O filme Blade Runner mostra uma visão futurista do mundo: no ano de 2019 outros planetas da via láctea já estão colonizados por humanos e por andróides geneticamente produzidos, que são usados nessas colónias como substitutos dos seres humanos para a realização de tarefas e trabalhos considerados demasiado perigosos. Os andróides, chamados de “replicantes”, são fisicamente semelhantes aos humanos; no entanto, têm uma força, resistência e agilidade muito superiores e, portanto, são vistos como uma ameaça na Terra. Alguns replicantes são criados com um prazo de vida de apenas quatr…

Açores

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Esta semana estaremos em duas ilhas dos Açores para apresentar e distribuir o projeto completo 50 Lições de Filosofia, 11º Ano.

Já na próxima quinta-feira, dia 5 de junho, às 16:30, estaremos na ilha Terceira, mais precisamente no Hotel do Caracol, em Angra do Heroísmo.


No dia 7 de junho, sábado, às 10:30, estaremos na ilha de S. Miguel, mais precisamente no Hotel Royal Garden de Ponta Delgada.

Todos os professores de Filosofia serão muito bem vindos.