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O que é a arte (de novo)

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Aqui fica uma sugestão para começar o novo ano, no dia 9 de Janeiro, no auditório do Museu Coleção Berardo. Trata-se da segunda parte do colóquio O Que é a Arte?, de cuja primeira parte aqui deixámos nota.

Eles estão por todo o lado

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O que há em comum entre todas estas pessoas?

Matt Groening (o criador de Os Simpsons)
Vaclav Havel (escritor e ex-presidente da República Checa)
Ethan Coen (realizador de cinema: Fargo, Este País não é para Velhos, O Grande Lebowski)
Lana del Rey (cantora)
Stewart Butterfield (co-fundador do Flickr)
Harrison Ford (ator)
Bruce Lee (ator de filmes de artes marciais)
Carly Fiorina (antiga presidente da HP)
Robert Motherwell (pintor)
Philip Glass (compositor)
Larry Sanger (co-fundador da Wikipédia)
Susan Sarandon (atriz: Telma e Louise, A Grande Caminhada, O Cliente)
Mike Ratledge (organista e fundador do grupo de rock progressivo Soft Machine)
Richard Gere (ator)
Gavin Bryars (compositor)
Peter Thiel (fundador do PayPal)
Terrence Malick (realizador de cinema: A Barreira Invisível)
Steve Reich (compositor)
Reid Hoffman (co-fundador do Linkedin)
Moby (músico)
...
Pacheco Pereira (comentador político)
Francisco Assis (político)

Sim, todas elas estudaram ou têm uma graduação superior em filo…

Janelas no Jornal de Letras

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Métodos da Ética

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É certamente merecido o prémio de tradução científica e técnica para língua portuguesa atribuído pela FCT à tradução de Os Métodos da Ética, do filósofo utilitarista Henry Sidgwick, por Pedro Galvão. A tradução de Pedro Galvão para a Fundação Calouste Gulbenkian (2013), é feita a partir da 7.ª edição do original inglês, de 1907, e inclui uma curta, mas muito clara e muito útil, introdução do tradutor. 
A introdução de Pedro Galvão começa assim:
Os Métodos da Ética, de Henry Sidgwick conta-se entre as obras-primas incontornáveis da ética filosófica — é o que asseveram muitos dos melhores filósofos morais do nosso tempo. John Rawls refere-se a este livro como «a obra filosoficamente mais profunda» do utilitarismo clássico, a teoria defendida por Jeremy Bentham, e mais tarde por J. S. Mill, que propõe a promoção da felicidade geral como padrão ético fundamental. Peter Singer, um utilitarista que não hesita em descrever Os Métodos da Ética como o melhor livro de ética jamais escrito, just…

Lógica aristotélica ou proposicional?

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Ao longo de vários anos, tenho-me dado conta de que por cada dúvida que professores e alunos nos fazem chegar quanto à lógica proposicional, recebemos mais de uma vintena de dúvidas relativamente à lógica aristotélica. Isto só por si seria uma razão com alguma força para fazer os professores considerar leccionar a lógica proposicional em vez de leccionarem a aristotélica. Claro, esta é uma razão de mera expediência, e por isso sem muita força. Contudo, se a isto acrescentarmos os dois factos seguintes, ficamos com fortes razões para preferir leccionar a lógica proposicional à aristotélica.

E que factos são esses? O primeiro e mais óbvio é que a lógica proposicional ensina lógica aos alunos num sentido estruturante e operativo, porque ensina a lógica elementar profunda da linguagem do raciocínio, que eles usam todos os dias e a toda a hora: a lógica da negação, da condicional, da conjunção e da disjunção. Além disso, esta lógica está subjacente a muitas discussões filosóficas: para co…

Janelas para a filosofia

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Subalternas

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O quadro acima encontra-se na página 35 do manual do 11.º ano (no manual do professor está totalmente preenchido). 

Alguns colegas perguntaram-nos se a resposta que se encontra destacada no quadro acima estará mesmo correta. Então a subalterna de uma proposição do tipo I (Algumas verdades são desagradáveis) não é uma proposição do tipo A (Todas as verdades são desagradáveis)? Não é verdade que A e I são subalternas uma da outra? Se isso for verdade, então há um erro no quadro, pois a resposta correta não é "Não tem". 
Mas a verdade é que não há qualquer erro no quadro, pois as proposições de tipo I e de tipo O não têm subalternas, apesar de elas serem subalternas de proposições de tipo A e tipo E, respetivamente.
A relação de subalternidade, ao contrário das outras (contrariedade, contraditoriedade e subcontrariedade), não é simétrica. Assim, uma proposição de tipo I é a subalterna de uma proposição de tipo A. Mas uma proposição de tipo A não é a subalterna de uma proposição de…

Concurso: Ensaio filosófico no ensino secundário

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Eis uma excelente iniciativa da Associação de Professores de Filosofia (APF), que merece uma grande adesão de todos os professores de Filosofia do secundário.
A APF irá promover, no presente ano letivo, o concurso Ensaio filosófico no ensino secundário, dirigido a todos os alunos do ensino secundário público e privado português, com as seguintes finalidades: promover nos jovens o interesse pela escrita e reflexão filosófica sobre problemas atuais; valorizar o ensino da filosofia no ensino secundário e contribuir para a divulgação do trabalho realizado na escolas. 
O prazo de entrega de ensaios termina no dia 1 de Junho de 2015. O tema é livre e o ensaio não deve ultrapassar as 20 páginas (incluindo capa, eventuais índices, referências bibliográficas, anexos, etc.). O prémio é de 150 € e só pode concorrer um aluno por escola, obrigatoriamente orientado por um professor.

Os Ensaios serão avaliados em função dos seguintes critérios:     a) exploração rigorosa do problema, tese(s), argumentos…

Validades silogísticas condicionais

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Na página 32 do 50LF11, sugerimos, em nota para o professor, a inclusão de uma quinta regra: se as premissas forem universais, a conclusão não pode ser particular. Esta regra estava originalmente elencada no rol das regras silogísticas, mas acabou por ser eliminada para responder à preferência dos professores que optam por excluir classes vazias, em vez de usar a quinta regra.

Contudo, esta quinta regra não exclui apenas silogismos da forma AAI, que são condicionalmente válidos, sob a condição de não usarmos classes vazias, mas também silogismos da forma AAO, que também são condicionalmente válidos, mas sob a condição de não só não usarmos classes vazias, como também não usarmos termos co-extensionais.

O que não prevíamos era que a eliminação da quinta regra do elenco acabaria por levantar algumas perplexidades em alunos e professores, quando descobrem que as quatro regras elencadas não excluem as validades condicionais. Acontece que não só não excluem, como não visam exclui-las; ela…

Janelas para a filosofia

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O livro Janelas Para a Filosofia, dos autores deste blogue, começa hoje a ser distribuído pelas livrarias de todo o país e já pode ser encomendado na página da Gradiva (com desconto e portes grátis). Deixamos abaixo um pequeno excerto, para se poder ficar com uma ideia.

As éticas deontológicas são muito rígidas; as consequencialistas são um pouco mais flexíveis. Mas em ambos os casos temos teorias concebidas em termos quase científicos: como se fossem teorias da geometria ou da física. Estas teorias são generalistas, no sentido em que, em cada caso particular, a mera aplicação dos seus princípios gerais nos dá uma resposta adequada. Por exemplo, para saber qual é a área de um dado terreno, aplicamos os princípios gerais da trigonometria; e ficaríamos muito surpreendidos se estes princípios não dessem resultados inteiramente adequados. Todavia, isso é exactamente que parece acontecer no caso das teorias deontologistas e consequencialistas: ao aplicá-las a casos particulares, como os c…

Filosofia da música

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Uma excelente antologia organizada por Vítor Guerreiro, que também escreve a introdução. Trata-se de filosofia no seu melhor. Uma breve descrição aqui e uma espreitadela no próprio livro aqui.

Manual digital atualizado

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As gralhas e erros que nos foram comunicados estão já corrigidos na versão online dos manuais digitais dos 10.º e 11.º anos. Assim, os professores que queiram usar uma versão sem gralhas poderão usá-lo nas suas aulas. Se mais gralhas vierem a ser encontradas, agradecemos que nos comuniquem.


Termos maior e menor

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Pode ser de facto que Aristóteles se referisse ao predicado da conclusão quando falava do termo maior; mas não lhe ocorreria usar isto como uma definição porque a sua maneira de elaborar a questão da validade duma dada forma não é construindo um silogismo completo mas antes oferecendo um par de premissas e perguntando que conclusão, se alguma existe, pode ser derivada. Por isso ele deve ter outro meio de, pelo menos em aparência, determinar qual é o termo maior sem referência à conclusão. Por outro lado, não é impossível para ele falar de um silogismo no qual o termo menor é predicado do termo maior.  Parece, pois, que o significado dos termos 'maior' e 'menor' muda durante o desenvolvimento do pensamento de Aristóteles. [...] Desde o século dezassete que a maioria dos escritores adoptaram a sugestão de João Filopono que o termo maior seja definido como predicado da conclusão. Filopono claramente admite que esta decisão é arbitrária. William e Martha Kneale, O Desenvolv…

Russell em busca da verdade: lógica, matemática e filosofia em banda desenhada

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Foi publicado recentemente Logicomix: Uma Busca Épica da Verdade, um livro muito interessante e acessível, que é também um sucesso internacional. É sobre Russell, sobre lógica, sobre matemática e sobre filosofia. É banda desenhada, mas não se trata de caricaturar ideias. Podem ver aqui mais alguns pormenores sobre o livro.

França ultramarina

O professor Eurico Carvalho chamou-nos gentilmente à atenção para os exercícios 1 e 2 da página 14 do 50LF10, nos quais testamos o domínio dos conceitos de condição necessária e condição suficiente: num caso, perguntamos se ser francês é condição suficiente para ser europeu, e no outro se ser francês é condição necessária para ser europeu. Quando fizemos o exercício estávamos a presumir que a França tinha abandonado, como Portugal, todos os seus territórios ultramarinos (para usar a expressão colonialista que se usava em Portugal antes da liberdade nos ter chegado nas pétalas dos cravos de Abril); acontece que isso é falso, e a França tem ainda hoje vários territórios ultramarinos, como a Guiana Francesa, no continente sul-americano, mas também a Polinésia Francesa e a Nova Caledónia, perto da Austrália, entre outros territórios franceses.

Dada esta complicação política, é curioso pensar se é ou não verdadeiro que ser francês é condição suficiente para ser europeu. Como os franceses d…

Novas gralhas

Novas gralhas, desta vez no manual do 11.º ano, foram corrigidas na errata, graças ao colega António Padrão, da E. S. Alberto Sampaio (Braga).

Usar cartão 50LF em computadores Mac

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O cartão/pen 50LF que os professores têm recebido com o manual digital funcionam também em computadores Mac. Em alguns casos é, contudo, necessário dar alguns passos a mais, que são os seguintes:
- Instalar (caso não tenha instalado) o Adobe Flash Player, clicando aqui - Instalar (caso não tenha instalado) o browser Opera, clicando aqui - inserir a pen numa entrada usb do Mac - aceder ao disco (que tem o formato de um CD). Surgem 2 pastas e 6 ficheiros - clicar no ficheiro ebook.swf (caso não abra o browser Opera deverá selecionar o ficheiro ebook.swf e clicar com o botão do lado direito de modo a surgirem as opções e aí selecionar «Abrir com…» e escolher o browser Opera)
Se houver alguma dúvida, não hesitem em nos contactar.

Onde melhor se estuda filosofia?

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Por vezes há alunos que pretendem estudar filosofia no ensino superior e perguntam ao seu professor do 11º ano qual a melhor universidade para o fazer. Muito mais raros são os alunos que dizem querer estudar filosofia nas melhores universidades, mesmo que tenham de sair de Portugal. Neste caso, o melhor é recomendar a consulta do ranking anual QS, um dos mais fiáveis que há. Claro que estes rankings são falíveis, mas não deixam de ser um indicador a ter em conta, pois baseiam-se em trabalho sério e em critérios razoavelmente precisos.

No ranking mundial de filosofia, o primeiro lugar pertence à Universidade de Nova Iorque (a NYU, que não deve ser confundida com outras universidades sediadas na mesma cidade, como a CUNY e a Columbia University). A NYU destronou este ano a Universidade de Oxford, que passou agora para segundo lugar.
Como curiosidade, a universidade de língua portuguesa melhor classificada é a brasileira Universidade Estadual de Campinas, que se encontra em 42.º lugar. …

Manual digital nas escolas

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A partir desta semana os colaboradores da Didáctica Editora irão começar a entregar nas escolas o cartão 50LF, com o manual digital do 11º ano completamente atualizado. Estejam atentos à sua visita. Qualquer dúvida ou apoio adicional, não hesitem em falar com os colaboradores da editora, que terão todo o gosto em responder às vossas solicitações.

Congresso Português de Filosofia

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É já no próximo fim de semana, dias 5 e 6 de setembro, que se realiza em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian e, mesmo em frente, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, o Congresso Português de Filosofia. O congresso reúne contributos de todas as áreas e estilos de filosofia, sendo organizado pela Sociedade Portuguesa de Filosofia, com a colaboração da Associação Portuguesa de Filosofia Fenomenológica, da Associação Portuguesa de Teoria do Direito, Filosofia do Direito e Filosofia Social, do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, da Sociedade de ética Ambiental e da Sociedade Portuguesa de Filosofia Analítica. 
Os principais oradores convidados são o filósofo francês Jacques Bouveresse e o filósofo italiano Gianni Vattimo, ambos com obras traduzidas para português.
Poderá obter mais informações na página do Congresso

Bom trabalho!

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Ao contrário do que muitas pessoas pensam, quase todos os professores terminaram as suas férias e começaram já a trabalhar, apesar de as aulas se iniciarem apenas lá para o meio do mês. É, pois, altura de desejar um bom ano de trabalho para todos os professores de Filosofia. 

Ética e ciência em discussão

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Conhecimento de Deus

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Michael Tooley defende que Deus não existe, no livro Conhecimento de Deus, do qual é co-autor, com Alvin Plantinga. Um excerto de um dos capítulos de Tooley está agora disponível na Crítica. Boa leitura!

Pensar Outra Vez

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O meu livro Pensar Outra Vez: Filosofia, Valor e Verdade, está só hoje com desconto de 70% na Amazon, e apenas na versão Kindle. E está em 5.º lugar no top de vendas. Obrigado a todos os leitores!


Chegaram as férias

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Ao contrário do que tantas pessoas continuam a pensar, a esmagadora maioria dos professores só a partir de agora poderá gozar as suas férias. Desejamos umas boas e merecidas férias a todos.

Como os nomes adquirem o seu significado

Como explicar a interessante descoberta de que a Estrela da Manhã (Vénus) é a Estrela da Tarde (Vénus)? Uma questão intrigante, que está na origem da contemporânea filosofia da linguagem. Frege, Russell e Kripke sobre o significado. Por Adriana Silva Graça.

Exame de Filosofia da 2.ª fase

Escolas 50LF 11

Temos já a lista quase definitiva das escolas que, em Portugal e em África, adotaram o 50LF 11. Agradecemos aos colegas a confiança em nós depositada, e aqui estaremos ao longo destes seis anos para trabalharmos em conjunto em prol da excelência do ensino da filosofia. Continuaremos a produzir materiais explicativos para o manual digital, a que têm acesso gratuito todos os professores das escolas que escolheram os nossos manuais.

O que é a arte? Respostas

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Tentando resumir o mais brevemente possível (numa frase ou pouco mais) as perspectivas apresentadas no colóquio "O que é a arte?", realizado no passado dia 4, sexta-feira, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o resultado é o seguinte:

Herman Siemens apresentou a perspectiva nietzscheana da arte como afirmação do génio criador.
Katia Hay caracterizou a perspectiva de Schelling da arte como a contraparte estética e objectiva da intuição intelectual subjectiva própria da filosofia.
Aires Almeida apresentou a resposta de Tolstói, de acordo com a qual a arte é expressão contagiante de sentimentos.
Carlos João Correia expôs a resposta de Clive Bell, segundo a qual o que faz de algo uma obra de arte é a forma significante.
Ana Baptista apresentou a definição de Collingwood, para quem a arte propriamente dita é expressão clarificadora de emoções.
Américo Marcelino esclareceu a perspectiva de Goodman, para quem algo é arte enquanto funciona como símbolo estético no inte…

O que é a arte?

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Morreu Cristina Beckert

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Cristina Beckert (1956-2014) era professora no Departamento de Filosofia da Universidade de Lisboa, e colaborou com a Filosofia Aberta, tendo feito a revisão científica de Ética Prática, de Peter Singer. Especialista em Fichte e Levinas, tinha também interesse na ética aplicada, nomeadamente a ética ambiental. Foi, além disso, co-autora de manuais de Filosofia para o ensino secundário. Uma pessoa extremamente afável e suave, deixa certamente em todos os que a conheceram, ainda que brevemente, como foi o meu caso, uma tristeza profunda.

Adeus, Cristina.

Lógica de Aristóteles

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Quando se estuda a lógica aristotélica hoje em dia há uma tendência para não estudar a lógica de Aristóteles, porque se estuda uma das muitas versões de alguns aspectos da lógica de Aristóteles, muitas vezes misturada com vários aspectos que não encontramos na obra deste filósofo. Por exemplo, como o Aires já referiu aqui, a quarta figura do silogismo não surge na obra de Aristóteles, mas é comum ensiná-la aos alunos (para haver uma quarta figura é necessário fixar a ordem das premissas, coisa que é logicamente irrelevante e que Aristóteles não fez, pois todo o argumento do género "Premissa 1, Premissa 2, conclusão" é rigorosamente equivalente ao argumento "Premissa 2, Premissa 1, conclusão"). Esta é uma razão para distinguir a lógica de Aristóteles da lógica aristotélica: ou seja, para distinguir a lógica que Aristóteles realmente fez, da lógica inspirada em Aristóteles mas que inclui outros elementos que lhe são estranhos (e por vezes até dificilmente compatíveis…

Exame de filosofia

Alvin Plantinga

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Isto conduz ao escândalo do ceticismo: se argumento a favor do ceticismo, então é claro que me apoio nas mesmíssimas faculdades cognitivas cuja fiabilidade é negada na conclusão do meu argumento cético.

Humanos e humanóides

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Aqui fica mais um exemplo de um pequeno ensaio sobre o filme Blade Runner, de Ridley Scott, desta vez da Joana Ginjeira, a quem se agradece.


DECKARD É HUMANO OU REPLICANTE? Joana Margarida Vicente Ginjeira Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes 11º Ano de Filosofia, Turma M – Maio 2014
Neste ensaio discuto o problema de saber se Deckard, personagem do filme Blade Runner, é humano ou se é replicante. A posição aqui defendida é a de que Deckard é replicante. Deckard, a personagem principal, tem como objetivo exterminar replicantes da Terra, seres criados artificialmente (por meio de manipulação genética), que imitam perfeitamente a aparência externa dos humanos. Durante todo este processo, Deckard vai-se confrontando com situações que põem em causa a sua identidade como humano. Primeiramente, há que distinguir humanos e replicantes. A diferença só pode ser detetada pela aplicação de um teste — chamado Voight-Kampff — no qual se reconhecem diferentes reações involuntárias da pupila de humanos …

Teste de diagnóstico

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Alguns professores perguntaram-nos se poderíamos incluir no manual digital do novo 50LF um teste de diagnóstico para aplicar no início do ano. A nossa resposta foi, como de costume, que iríamos tratar disso imediatamente. Assim, os professores das escolas que escolherem nosso manual irão receber o cartão com o manual digital, o qual já incluirá dois documentos com o teste de diagnóstico (um sem as soluções e outro com as soluções). O teste é o que se vê abaixo.

Tecnologia e humanidade

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Aqui fica o exemplo de um ensaio (de apenas uma página A4) que merece ser lido e discutido, baseado no filme Blade Runner (Ridley Scott), da autoria da aluna Anamaria Pop, do 11º ano. Agradecemos à Anamaria a autorização para publicar aqui o seu ensaio. 

Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes Filosofia, 11ºAno,  Maio de 2014 Anamaria Mihaela Pop, Turma M, nº3
Porque é que Roy salva a vida do seu caçador, Deckard?
O filme Blade Runner mostra uma visão futurista do mundo: no ano de 2019 outros planetas da via láctea já estão colonizados por humanos e por andróides geneticamente produzidos, que são usados nessas colónias como substitutos dos seres humanos para a realização de tarefas e trabalhos considerados demasiado perigosos. Os andróides, chamados de “replicantes”, são fisicamente semelhantes aos humanos; no entanto, têm uma força, resistência e agilidade muito superiores e, portanto, são vistos como uma ameaça na Terra. Alguns replicantes são criados com um prazo de vida de apenas quatr…

Açores

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Esta semana estaremos em duas ilhas dos Açores para apresentar e distribuir o projeto completo 50 Lições de Filosofia, 11º Ano.

Já na próxima quinta-feira, dia 5 de junho, às 16:30, estaremos na ilha Terceira, mais precisamente no Hotel do Caracol, em Angra do Heroísmo.


No dia 7 de junho, sábado, às 10:30, estaremos na ilha de S. Miguel, mais precisamente no Hotel Royal Garden de Ponta Delgada.

Todos os professores de Filosofia serão muito bem vindos.

Aristotélica ou silogística?

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Perguntou-nos um colega se não devíamos chamar "lógica silogística" ao que, no programa de Filosofia, se chama "lógica aristotélica". Aproveitamos para partilhar com todos a nossa resposta, pois pode haver mais interessados no assunto.
Antes de mais, convém sublinhar que não se trata de uma questão que tenha implicações no cumprimento do programa, como não tem implicações diretas na prática letiva com os nossos alunos. Todavia, quando ensinamos algo, é importante ter em conta alguns aspetos que vão para além disso, pois permitem-nos ter uma compreensão mais alargada do que se ensina e, consequentemente, uma maior segurança pedagógica.
Voltando à pergunta colocada, todos sabemos que o estudo da lógica começou com Aristóteles. Ora, embora a lógica de Aristóteles não se reduza à teoria silogística, esta é seguramente a sua parte mais importante. De resto, a teoria silogística continuou a ser desenvolvida depois de Aristóteles, tendo-lhe sido posteriormente acrescenta…

Funchal

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É já no próximo dia 31 de maio (sábado), às 10:30, que iremos apresentar o projeto 50LF, 11º Ano na Madeira, mais precisamente no Hotel Enotel Lido, na cidade do Funchal. Estão convidados todos os professores de filosofia da Madeira.

Dedução e indução

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Com a sua habitual clareza e precisão, Graham Priest explica o que torna uma indução válida:
“O que faz uma inferência ser indutivamente válida? Simplesmente o facto de as premissas tornarem a conclusão mais provável do que improvável.” Alguns autores reservam o termo "validade" apenas para a dedução. Como Priest e outros filósofos, iremos usar "validade" também para o caso da indução.

Quando um argumento é dedutivamente válido, é impossível que tenha conjuntamente premissas verdadeiras e conclusão falsa (é a isto que se chama “implicação”: as premissas implicam a conclusão quando é impossível que as premissas sejam verdadeiras e a última falsa). A diferença é que quando um argumento é válido indutivamente, não é impossível que tenha premissas verdadeiras e conclusão falsa: é apenas improvável. Que quer isto dizer?

A validade dedutiva exclui a possibilidade de a conclusão ser falsa se as premissas forem verdadeiras. A validade indutiva não exclui esta possibilidad…

Setúbal

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A próxima apresentação de 50LF, 11º Ano terá lugar no Hotel Novotel, em Setúbal, já no próximo sábado, dia 24 de maio, às 10:30.