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A mostrar mensagens de Novembro, 2013

Desobediência civil no Brasil

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O 50 Lições de Filosofia é usado em várias escolas brasileiras, e também na preparação universitária de futuros docentes do ensino secundário. Estes diapositivos são a adaptação para a realidade brasileira do tema da desobediência civil, apresentado no 50LF. A adaptação é da autoria de Vinícius Santos, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Serão certamente úteis para outros colegas brasileiros e portugueses.


Webfólio

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Acabei de ler uma simpática e entusiasmada recensão breve do nosso 50LF, da colega Juana Inês Pontes, no seu Webfólio. Ficamos muito agradecidos pelas suas palavras, que são um estímulo para tentarmos fazer melhor. Obrigado, Juana, esperamos merecer as suas simpáticas palavras!

Popper e a ciência: a teoria na prática

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Acabou de ser publicado entre nós um daqueles livros que é capaz de pôr muita gente entusiasmada a pensar sobre o modo como a ciência, a filosofia, e mesmo a história e a arte se relacionam. Trata-se do aclamadíssimo O Início do Infinito, do premiado físico inglês, de origem israelita, David Deutsch. O livro foi traduzido para a Gradiva por Florbela Marques, com revisão de Carlos Fiolhais. 
Deutsch é um físico com um grande pendor filosófico e que sabe lidar com grandes ideias, não necessariamente novas, mas de uma forma inovadora e desafiante. No fundo, o que Deutsch faz neste livro é dar um novo fôlego às ideias de Popper sobre a ciência, procurando mostrar como a prática científica concreta as tem corroborado. Como Popper, Deutsch opõe-se ao empirismo e ao indutivismo. É um livro de leitura compulsiva e pode ser também muito útil para nós professores, que ensinamos e discutimos nas aulas do 11º ano a perspectiva popperiana sobre a ciência. Segue-se um pequeno excerto do livro para…

Kant, um filósofo da minha cidade

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Kant é um filósofo que dispensa apresentações. Mas poucos de nós conhecem Königsberg, a cidade onde ele sempre viveu. Königsberg é hoje uma cidade russa e chama-se Kaliningrado. Para mim, que vim de Kaliningrado, onde passei vários anos da minha vida, é enorme a curiosidade sobre como era a “minha cidade” no tempo de Kant.
Desde sempre Königsberg representou um atractivo para muitos povos. Noventa por cento do âmbar mundial encontra-se nesta região. Vários metais são obtidos aqui e a cidade também possui uma saída para o Mar Báltico, que sempre foi muito importante. Fundada em 1255 pelos Cavaleiros Teutónicos sob o nome de Königsberg (montanha do rei), fez parte da Polónia de 1466 até 1656. Foi a capital da Prússia, e a partir de 1871 fez parte do Império Alemão.
Mas voltando a Kant, ele foi um respeitado e destacado professor na Universidade de Königsberg, onde permaneceu durante quase toda a sua vida. Após a sua morte, como um magnífico professor e um importante filósofo, foi sepulta…

III Olimpíadas Nacionais de Filosofia

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As inscrições de candidatura para as III Olimpíadas Nacionais de Filosofia estão abertas até ao dia 14 de Janeiro de 2014. As Olimpíadas terão lugar nos dias 7 e 8 de Março de 2014 na Escola Secundária de Paços de Ferreira.


Podem inscrever-se como candidatos às Olimpíadas apenas alunos do ensino secundário, acompanhados por um professor de Filosofia da sua escola. Mais pormenores sobre as inscrições podem ser encontrados aqui.
As XXII Olimpíadas Internacionais de Filosofia de 2014 irão, por sua vez, decorrer em Vilnius, na Lituânia, entre os dias 15 e 18 de Maio.

Errata actualizada

A errata acabou de ser actualizada, com uma correcção para a página 41 (Lição 10), desta vez enviada por Carlos Pires, professor da E. S. Pinheiro e Rosa. E, já agora, autor, juntamente com Sara Raposo, do excelente blogue Dúvida Metódica. Obrigado, Carlos Pires.

Filosofia da ciência para o Natal

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aqui falámos deste excelente livro. A partir do dia 29 deste mês de Novembro começará a estar disponível nas livrarias. Se neste tempo de crise alguém ainda conseguir deixar algum dinheiro de lado para comprar livros, esta é, sem dúvida, uma boa sugestão. 
Citando o destacado filósofo da ciência David Papineau, pode-se dizer que «sem pressupor qualquer conhecimento prévio quer de filosofia quer de ciência, [...] este livro é a primeira abordagem ideal para quem quer compreender a relação entre a teorização científica e a realidade.»

O belo e o sublime

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Sublime, belo, ou nem uma coisa nem outra?
Outra vez o belo e o sublime. Outra vez um autor setecentista. Quem será o autor do texto abaixo?

Grandes carvalhos e recantos com sombras num bosque sagrado são sublimes; tapetes de flores, sebes baixas e árvores com figuras talhadas são belas. A noite é sublime, o dia é belo. Na tranquilidade da noite estival, quando a luz bruxuleante das estrelas penetra a escuridão da noite que acolhe em si a lua solitária, nas almas que possuem o sentimento do sublime despertará a pouco e pouco um sentimento de amizade, de desprendimento do mundo e de eternidade. O dia radioso infunde uma diligência activa e proporciona um sentimento de alegria. O sublime comove, o belo encanta. A expressão de um homem dominado pelo sentimento do sublime é séria e, por vezes, perplexa e com assombro. No caso do sentimento do belo, porém, ela anuncia-se por meio de uma satisfação cintilante no olhar, por traços risonhos, e com frequência por manifestações de alegria. [...…

Extensão e intensão de conceitos

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Ensina-se por vezes aos alunos a ideia de que a intensão e a extensão dos conceitos se relaciona do seguinte modo:
Quanto maior for a especificidade de um conceito, menor é a sua extensão;Quanto menor for a especificidade de um conceito, maior é a sua extensão;Quanto maior for a extensão de um conceito, menor é a sua especificidade;Quanto menor for a extensão de um conceito, maior é a sua especificidade. Usei "especificidade" para não falar de maior e menor intensão porque esta, ao contrário das extensão, não tem tamanho, não é uma entidade discreta que possa ser maior ou menor.

Tendo estas quatro ideias em mente, pede-se por vezes aos alunos para ordenar conceitos pela sua extensão ou intensão. O primeiro aspeto deste tipo de exercício é que nenhuma competência lógica ou filosófica estamos a testar nos alunos. Ordenar extensionalmente a lista de conceitos "ser humano, português, lisboeta", por exemplo, exige competência em geografia humana, mas não em filosofia ne…

Um clássico da estética

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Foi recentemente publicada a tradução portuguesa de um clássico da estética setecentista. Trata-se de Uma Investigação Filosófica Acerca da Origem das Nossas Ideias do Sublime e do Belo (Edições 70), do político e filósofo irlandês Edmund Burke. 
A tradução deste clássico do «século do gosto», como alguns historiadores da estética chamam ao século XVIII, esteve a cargo de Alexandra Abranches, Jaime Costa e Pedro Martins. Parece uma tradução cuidada e competente, contando também com uma introdução de Alexandra Abranches.
Esta obra é conhecida sobretudo por ter introduzido a distinção entre as categorias estéticas do belo e do sublime, tendo influenciado claramente Kant e outros filósofos.
A ideia que levou Burke a escrever este livro parte, nas próprias palavras do autor, da observação de «que as ideias do sublime e do belo eram frequentemente confundidas e ambas eram indiscriminadamente aplicadas a objectos que diferiam muito, e às vezes de natureza directamente oposta.» (p. 23)
A ca…