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A mostrar mensagens de Setembro, 2013

Inferências

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Há várias maneiras aceitáveis de inferir conclusões a partir de premissas. Algumas dessas inferências são dedutivamente válidas e outras não. Importa, pois, compreender os diferentes tipos de inferência, uma vez que o modo como se avaliam as inferências depende do tipo de inferência em causa. Basta pensar que uma inferência pode não ser dedutivamente válida e, ainda assim, ser uma boa inferência.
Aqui fica um esquema com os principais tipos de inferência. Resta fazer uma caracterização de cada um deles, de modo a podermos avaliar cada caso.


Livre-arbítrio, por Peter van Inwagen

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Eis a mais recente entrevista da série No Jardim da Filosofia, desta vez com Peter van Inwagen, que é um dos mais destacados filósofos contemporâneos em áreas como a metafísica e a filosofia da religião. O seu contributo para a discussão contemporânea do problema do livre-arbítrio é amplamente reconhecido, nomeadamente com a sua original defesa do incompatibilismo.

Inspetores de circunstâncias ou tabelas de verdade?

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Imagine-se o que seria ensinar lógica sem um termo específico para o conceito de raciocínio. Seria possível? Sim, claro. Apenas seria desnecessariamente mais difícil. Sempre que quiséssemos falar de raciocínio, teríamos de dizer apenas “sequência de proposições” — subentendendo, claro, que nem todas as sequências de proposições são raciocínios.

A vantagem de um termo específico para o conceito de raciocínio é precisamente o facto de os raciocínios terem propriedades que as proposições não têm, e vice-versa: os raciocínios são válidos ou inválidos, mas não verdadeiros ou falsos, e as proposições são verdadeiras ou falsas, mas não válidas ou inválidas. Um raciocínio é uma sequência de proposições, tendo propriedades que dizem respeito à estrutura dessa sequência, e não a cada uma das proposições que a compõem. Tudo isto é apenas um aspecto da elementar distinção entre validade e verdade, e não é arriscado supor que é consensual.

Todavia, o caso muda de figura quando falamos de inspetor…

As disciplinas da filosofia

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Acabámos de inserir no manual digital um PowerPoint com 38 slidesque apresentam aos estudantes, de modo sintético e simples, algumas das disciplinas da filosofia. Para ver uma breve amostra clique na imagem:

Bertrand Russell

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"Há um velho debate entre filósofos sobre a questão de saber se a dedução alguma vez fornece conhecimento novo. Podemos agora ver que fornece, pelo menos em certos casos. Se já sabemos que dois e dois são sempre quatro, e se sabemos que Brown e Jones são dois, assim como Robinson e Smith, podemos deduzir que Brown e Jones e Robinson e Smith são quatro. Isto é conhecimento novo, que não está contido nas nossas premissas, porque a proposição geral «dois e dois são quatro» nunca nos disse que há pessoas como Brown e Jones e Robinson e Smith, e as premissas particulares não nos dizem que há quatro deles, ao passo que a proposição particular deduzida diz-nos efectivamente estas duas coisas." Bertrand Russell, Os Problemas da Filosofia, 1912.

Acesso ao manual digital

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Temos a informação de que tem havido uma grande quantidade de pessoas a registar-se para aceder ao manual digital, muitas das quais não o têm conseguido.

A razão é simples. Só mesmo os professores de Filosofia que leccionam em escolas que escolheram trabalhar com 50LF poderão aceder ao manual digital, com todos os materiais que temos produzido.

No momento em que os colegas se registam, escolhem a sua palavra-chave. A partir daí, caso sejam reconhecidos pelo sistema como adoptantes do 50LF, poderão entrar no manual digital sempre que quiserem.

Continuaremos a dar apoio e a disponibilizar materiais adicionais aqui no blogue, mas alguns textos mais longos, as tabelas, as apresentações e alguns vídeos terão de ficar, por razões óbvias, apenas no manual digital.

Seja como for, se tiverem alguma dúvida, estamos sempre ao dispor.

Novidade editorial... para breve

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Está para breve a publicação, na colecção Filosofia Aberta (Gradiva), da Introdução à Filosofia da Ciência, da filósofa italiana Lisa Bortolotti. Como seria de esperar, o livro apresenta e discute questões relativas à ciência, que são leccionadas no 11º ano. Para dar uma ideia, deixo aqui o início do capítulo 5, sobre a questão da racionalidade científica e do progresso na ciência.

O êxito da ciência é muitas vezes celebrado como a mais extraordinária conquista humana. Contudo, vimos que é difícil assinalar o que a ciência tem de especial: as generalizações indutivas subjacentes à prática da ciência são falíveis; o método usado pelas ciências não pode ser facilmente explicado de uma maneira única e distintiva; uma teoria científica não tem de ser verdadeira ou de nos apresentar uma descrição precisa da realidade para receber confirmação empírica, para ser empregue na explicação ou para funcionar como um instrumento de previsão eficaz. À luz destes debates, a questão de saber se temos …

Planificações

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Além das indicações aula a aula que se encontram no Livro de Apoio ao professor, os colegas que trabalham com 50LF passam a ter também disponíveis as tradicionais planificações, com quadros relativos a cada unidade do programa. Os quadros com as planificações poderão ser editados pelos professores, caso queiram introduzir alguma alteração ou fazer adaptações (por exemplo, adicionar outros recursos). 
Para terem acesso às planificações basta irem ao manual digital (têm de fazer antes o registo, mas só da primeira vez) e lá encontrarão, na página 240, as planificações para o primeiro período (unidade inicial, acção e livre-arbítrio, valores), que correspondem a 33 aulas. As planificações para o segundo e terceiro períodos seguem a mesma estrutura e serão disponibilizadas oportunamente.
Apesar de alguns grupos não usarem este tipo de planificações, pensamos que podem ser úteis para muitos outros.

Ensinar a filosofar

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Está já disponível no manual digital (página 240) um artigo intitulado "Ensinar a Filosofar", que escrevi para um livro que será lançado em breve no Brasil. Talvez o artigo seja esclarecedor para os professores, uma vez que explicita a concepção kantiana de ensino do filosofar que subjaz ao 50LF. Eis o começo do artigo:
No contexto escolar e universitário em que nos encontramos, os professores de filosofia estão institucionalmente obrigados a avaliar os alunos. Contudo, é a filosofia, pela sua própria natureza, compatível com a avaliação? A primeira parte deste artigo esclarece sob que pressupostos se rejeita a avaliação, ainda que estejamos institucionalmente obrigados a simulá-la, e sob que pressupostos a avaliação é parte integrante do ensino da filosofia.  A segunda parte do artigo apresenta uma concepção do ensino e da avaliação da filosofia que leva a sério a ideia de ensinar a filosofar, sendo a avaliação rigorosa uma parte própria deste processo e não uma mera forma…

Novo ano escolar

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Esperamos que os colegas e estudantes tenham tido umas boas férias de Verão — eu no Brasil ainda não tive as minhas férias de Inverno (começam daqui a duas semanas). Estivemos parados aqui no blog de apoio ao 50LF, mas agora é tempo de retomar os nossos trabalhos. Todas as sugestões são bem-vindas!

O nosso objectivo aqui é dar apoio aos professores e alunos que usam o 50LF. Faremos este trabalho acompanhando o ritmo da leccionação das matérias. Mas porque os ritmos diferem ligeiramente, qualquer professor pode contactar-nos dizendo que entrou já numa dada matéria e deseja alguma orientação nossa. O que faremos aqui é indicar a publicação de vários materiais didácticos, de reflexão e outros que complementem o 50LF; todos esses materiais são publicados no espaço do manual digital, cuja ligação directa está já disponível no menu superior. Evidentemente, só os professores que adoptaram o 50LF têm acesso ao manual digital e a todos os materiais que continuaremos a acrescentar a este inova…