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A mostrar mensagens de Março, 2013

Vila Real

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O nosso manual será apresentado em Vila Real no próximo dia 5 de Abril (sexta-feira), no Hotel Miracorgo, às 16:15. Para se inscrever, clique aqui.

Um cheirinho de filosofia na TV

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Na próxima terça-feira, dia 2 de Abril, às 22:00 horas estarei no programa É a Vida Alvim, no canal de cabo +TVI. O outro convidado, além de mim, é o escritor, editor e ex-Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.

O programa é repetido nos dias seguintes no mesmo canal. No dia seguinte passa também na TVI, mas às... 5:00 horas!

Tao Te Ching ou Daodejing?

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Duas novas traduções recentes da obra clássica do taoismo relembram-nos a dificuldade que é compreender a cultura chinesa, devido às diferenças linguísticas profundas que nos separam. Tudo começa logo pelo próprio título da obra: tradicionalmente conhecida na Europa por Tao Te Ching, é mais recentemente referida como Daodejing, segundo as novas normas de transliteração do chinês para o nosso alfabeto fonético. O próprio nome do autor passou do mais conhecido Lao Tsé (por vezes também Lao Tzu) para Laozi. 
Só no séc. XIX esta obra foi pela primeira vez traduzida numa língua europeia, o francês, mas desde então não tem parado de exercer um forte fascínio entre os leitores. Sendo uma obra a um tempo poética e filosófica, é fascinante não apenas pela sua estranheza mas também por comunicar uma comunhão religiosa, ou próximo disso, com uma realidade mais profunda que subjaz às aparências superficiais. O tema da distinção entre a aparência e a realidade não é, evidentemente, novidade no pe…

A filosofia no ensino secundário

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A Filosofia no Ensino Secundário é um blog especialmente destinado a alunos e professores de filosofia do secundário, da autoria de um dos mais antigos e ativos bloggers portugueses na área da filosofia: Rolando Almeida. Com atualizações regulares e notícias filosóficas em cima do acontecimento.


O quadrado de oposição

No artigo "O Quadrado de Oposição Tradicional" (em inglês), o Professor Terence Parsons, da UCLA, que prepara um muito aguardado livro sobre a lógica medieval, desfaz ideias comuns historicamente falsas com respeito ao quadrado de oposição. A versão rápida da história é que apesar de ser comum atribuir aos medievais e a Aristóteles a ideia de que temos de rejeitar termos vazios para preservar todas as relações lógicas do quadrado de oposição, nem os primeiros nem os segundos defendiam tal coisa; esta ideia surge apenas no séc. XIX, depois da desgraça que foi o fim do estudo cuidadoso e sistemático da lógica, ocorrido no séc. XVI (segundo Ashworth, a partir da terceira década desse século), sendo o livro conhecido como "Lógica de Port Royal" o primeiro a espalhar várias ideias erradas sobre a lógica em geral e o quadrado de oposição em particular. (A propósito, este livro, publicado anonimamente, mas da autoria de Antoine Arnauld e Pierre Nicole, tinha por título.…

Enciclopédias de filosofia

A Enciclopédia Stanford de Filosofia, livremente acessível na Internet, é um recurso valioso para estudantes e professores, assim como a Enciclopédia de Filosofia da Internet (ambas em língua inglesa). Em ambos os casos encontramos enciclopédias vivas, ainda em formação, publicando regularmente novos artigos. Os artigos variam em termos de profundidade e sofisticação: alguns são bastante avançados, outros são perfeitamente acessíveis. Em ambos os casos, contudo, trata-se de um recurso educativo fundamental.

Tolstoi sobre a confusão entre a beleza, o bem e a verdade

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«A ciência da estética, ciência do belo, nunca desapareceu nem poderia desaparecer, porque nunca existiu; apenas o facto de os gregos, como todas as pessoas, sempre e em toda a parte, considerarem a arte boa quando estivesse ao serviço do bem (de acordo com a sua compreensão do que era o bem), e má quando fosse contrária a este bem, como sucede em qualquer outro assunto. Os próprios gregos eram moralmente tão pouco desenvolvidos, que o bem e a beleza se lhes afiguravam coincidentes, e com base nesta conceção primitiva do mundo dos gregos foi construída a ciência da estética, inventada pelas pessoas do século XVIII e especialmente transformada em teoria por Baumgarten. Os gregos [...] nunca tiveram ciência estética alguma. As teorias estéticas, e o próprio nome dessa ciência, surgiram há cerca de cento e cinquenta anos entre as classes ricas do mundo cristão europeu, em povos diferentes simultaneamente: Itália, Holanda, França e Inglaterra. O seu fundador, que lhe deu forma científica…

A arte do diálogo

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No blogA Arte do Diálogo encontramos vários filmes interessantes com pequenos diálogos filosóficos, umas vezes entre jovens e outras com adultos, moderados por Tomás Carneiro, especialista na arte do diálogo filosófico. Muito interessante para pessoas de qualquer idade, seja qual for a sua preparação filosófica.

O Quarteto de Alexandria

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Acaba de ser reeditada a obra-prima de Lawrence Durrell, O Quarteto de Alexandria, na Dom Quixote. Muitíssimo recomendável para os alunos que já apreciem a boa literatura, é uma boa fonte de inspiração para o professor. O aspeto central do quarteto é uma mesma história de amor ser narrada de diferentes pontos de vista, o que poderá ajudar a explorar o tema da relatividade dos valores morais.

Williamson sobre a natureza da filosofia

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"Imagine-se uma conferência de filosofia na Grécia dos pré-socráticos. A questão do dia é: as coisas são feitas de quê? Os seguidores de Tales dizem que tudo é feito de água, os de Anaximandro que tudo é feito de ar e os seguidores de Heraclito que tudo é feito de fogo. Ninguém vê muito claramente o que estas afirmações querem dizer; alguns põem até em causa se os fundadores das respetivas escolas alguma vez as fizeram. Mas entre os apoiantes fala-se muito sobre o emocionante progresso recente. Aqueles que troçam e duvidam também falam muito. Sublinham que não se vislumbra qualquer resolução para a disputa entre as escolas. Consideram que Tales, Anaximandro e Heraclito sofrem de uma tendência para generalizar excessivamente. É sensato perguntar de que é feito pão, ou as casas, mas perguntar de que são feitas as coisas em geral é destituído de sentido, sugerem, porque a pergunta é feita sem qualquer conceção de como fazer para verificar se uma dada resposta é correta; a linguagem…

Enciclopédia Internacional de Ética

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A Wiley acaba de anunciar a publicação da monumental Enciclopédia Internacional de Ética, organizada por Hugh LaFollette. Com mais de 700 artigos distribuídos por nove volumes, a obra está disponível não apenas em formato de livro, mas também em formato eletrónico, com acesso restrito às universidades e escolas que subscreverem o serviço. Alguns artigos estão contudo disponíveis para leitura livre (em inglês apenas): Aristóteles, Autonomia da Ética, Ética Ambiental das Virtudes, Sigmund Freud, Intervenção Humanitária, Intersubjetividade, Ética Jurídica, e Supererogação.

Caderno do estudante

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O nosso manual é acompanhado de um útil Caderno do Estudante, que inclui um glossário capítulo a capítulo, indicações sobre como estudar e como escrever ensaios, uma brevíssima história da filosofia, e uma apresentação simples de todos os filósofos mencionados ao longo do manual, entre outros conteúdos. Uma amostra do Caderno do Estudante está aqui.

Livro de Apoio

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50 Lições de Filosofia é acompanhado de generoso um Livro de Apoio para o professor, com 124 páginas, que inclui várias explicações e sugestões adicionais, lição a lição, assim como um glossário para cada capítulo, sete testes com as respetivas respostas e um banco de questões adicionais para a elaboração de testes, entre outros materiais complementares. Um excerto está disponível aqui.

A opinião dos alunos também conta

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No prefácio agradecemos a vários colegas e amigos que tiveram a gentileza de ler criticamente versões preliminares de vários capítulos de 50 Lições de Filosofia, obrigando-nos, por vezes, a reescrever lições inteiras.

Mas também a opinião de alunos contou, mesmo quando não era claro para eles que estava a contar. É, por isso, justo que lhes agradeçamos também. Por diversas vezes usei algum material destas lições nas aulas, como complemento aos materiais habituais, estando atento às suas reacções e opiniões. Depois de lhes ter dito isso, fizeram questão (com toda a razão) de que o agradecimento dos autores ficasse registado de forma visível. Eis, pois, uma das turmas mais participativas, na sua peculiar encenação da Escola de Atenas. E assim terminou o 2º período.

Bem hajam! Esperamos continuar a aprender convosco.

Proposições, afirmações e declarações

Alguns filósofos objetam ao conceito de proposição, tal como é hoje entendido: o conteúdo verdadeiro ou falso expresso por uma frase. Uma razão, entre outras, para rejeitar a existência de proposições é a vontade de não nos comprometermos com a existência de entidades abstratas problemáticas. O percurso histórico algo acidentado do conceito de proposição é brevemente apresentado no Livro de Apoio, mas vale a pena ver que alternativas temos se quisermos evitar este conceito.
Na maior parte dos contextos da filosofia e da lógica (exceto quando tratamos do tema dos atos locutórios), não desejamos falar de frases, pois uma frase é meramente um meio para fazer uma afirmação, uma pergunta, dar uma ordem, etc. O que queremos geralmente em filosofia e lógica é falar das afirmações que as frases exprimem.
Uma alternativa ao uso de "proposição" é "afirmação". Este termo é neutro, no sentido em que não nos compromete com a existência dessas entidades abstratas problemáticas …

Diapositivos de ética (amostra)

Eis aqui uma amostra de 10 diapositivos (slides PowerPoint) dos 33 que acompanham o Capítulo 4 (ética) do 50 Lições.

Preparação para o teste intermédio

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Acabo de ler aqui a notícia do lançamento do livro de Álvaro Nunes de preparação para o exame intermédio de filosofia do 11.º ano.

Sessões de apresentação

Para se inscrever nas sessões de apresentação do nosso manual, siga esta ligação.

Bem último e ação correta

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Valorizamos muitas coisas: gostamos de cinema, por exemplo, ou de filosofia. De tudo o que valorizamos, muitas valorizamo-las apenas instrumentalmente. Por exemplo, valorizamos as vacinas apenas porque valorizamos a saúde. Mas valorizamos a saúde porquê? Talvez possamos dizer que é porque a saúde é importante para nos sentirmos felizes. Nesse caso, a felicidade é importante porquê? Este é o problema do bem último. Qual é o bem em função do qual valorizamos todas as outras coisas como meios? Ora, as nossas ideias morais têm sempre a ver com os conceitos de bem e de mal. Quando as pessoas condenam o uso da minissaia é porque pensam que usar minissaia é mau; quando defendemos a igualdade das mulheres é porque pensamos que isso é bom. Assim, temos de esclarecer o que é o bem último para podermos justificar adequadamente as nossas ideias morais. Quando as pessoas condenam o uso da minissaia por ser imoral, não querem apenas dizer que usar minissaia é mau. Querem também…

Conteúdos

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Tolstoi sobre a definição da arte

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O Que é a Arte? é um dos textos clássicos sobre a questão da definição (e do valor) da arte. É neste ensaio filosófico de Tolstoi que, pela primeira vez, é defendida aquela que ficou conhecida como teoria expressivista da arte. Embora a ideia da arte como expressão de emoções não fosse completamente nova (é, de resto, uma ideia cara ao movimento romântico), só com Tolstoi podemos verdadeiramente falar de uma teoria filosófica da arte como expressão. Por isso, é com satisfação que se anuncia aqui, em primeira mão, a tradução portuguesa deste clássico da estética; tradução feita directamente do russo, por Ekaterina Kucheruk, e com uma curta introdução minha. O livro tem publicação prevista para o final de Abril, na colecção Filosofia Aberta, da Gradiva.

A fundamentação da moral

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Imagine-se que um cavalo dá um coice numa pessoa e a fere gravemente. Nada de imoral foi feito porque o cavalo não tem qualquer noção do bem e do mal; não distingue as ações moralmente corretas das incorretas. Isto significa que o cavalo não é um agente moral. 
Imagine-se agora que um ser humano comum dá um pontapé forte numa pessoa e a fere gravemente. Neste caso, algo de imoral foi feito porque os seres humanos comuns são agentes morais: temos noção do bem e do mal. Isto significa que consideramos que umas ações são corretas e outras incorretas. 
Precisamente porque somos agentes morais, vivemos em sociedades que têm vários códigos de comportamento, a que chamamos «moral». Por exemplo, no código de comportamento da sociedade portuguesa de há cinquenta anos, era imoral usar minissaia; hoje, não é imoral. Mas como podemos distinguir entre os códigos morais adequados e os inadequados? A filosofia moral ou ética é a área da filosofia que visa responder a esta pergunta, entre outras. 
P…

Apresentação do manual

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Porquê um manual organizado por lições? Em primeiro lugar, porque é precisamente para isso que serve um manual escolar: para lecionar. Essa foi uma das razões que nos levou a optar pela estrutura que melhor pode servir os professores na sua tarefa de ensinar. Em segundo lugar, porque um manual serve também para os alunos aprenderem e estudarem. Um manual organizado por lições também facilita o estudo e a aprendizagem dos alunos.
Os professores dispõem, assim, de um manual estruturado em função das suas necessidades concretas, com a planificação das aulas facilitada no que diz respeito às matérias a lecionar, à sua distribuição temporal e aos recursos a utilizar. Quanto aos alunos, dispõem de um guia simples de apoio às aulas, com as matérias arrumadas de acordo com elas, permitindo-lhes encontrar facilmente o que procuram.
E porquê 50 lições? Este não foi um número encontrado ao acaso. Na verdade, é o número de lições (de noventa minutos) indicado no programa da disciplina. Assim,…