Provas tradicionais da existência de Deus

Hoje em dia é mais comum falar de argumentos a favor da existência de Deus do que de provas da existência de Deus; e há uma boa razão para isso: o termo "prova", adequadamente entendido, é factivo, ao passo que o termo "argumento" obviamente não o é. Em termos simples, um termo é factivo quando pressupõe a verdade do que está envolvido (uma definição e explicação mais pormenorizada encontra-se no meu livro A Ética da Crença, Bizâncio, 2010). O termo "prova" é factivo porque só há uma prova da existência de Deus se Deus realmente existir; caso Deus não exista o que há é pretensas provas que não são provas genuínas. O termo "argumento" é mais adequado porque um argumento a favor da existência de Deus é à mesma um argumento, e não apenas um pretenso argumento, caso Deus não exista.

Todavia, usamos o termo "prova" no 50LF porque é o termo que ocorre nas orientações para exame e ficámos preocupados com a possibilidade de o aluno ficar perplexo no exame, surgindo-lhe esse termo pela primeira vez quando ao longo do seu estudo só usou e viu usar o termo "argumento".

Eis um pequeno apontamento organizador dos três argumentos tradicionais a favor da existência de Deus, que capta a ideia central de cada um deles (clique na imagem para ver melhor).

 

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