Crente, agnóstico, ateu?

Note-se que, no quadro seguinte, estamos a usar o termo "agnóstico" no seu sentido actual. No passado, este mesmo termo foi usado não para quem suspende a crença numa divindade, mas antes para quem, apesar de ter fé numa divindade, considera que não podemos ter conhecimento da sua existência.


Comentários

  1. Prezados, uma vez que crer que não-P implica (restringindo-nos a sistemas de crenças consistentes) não crer que P, do quadro poderia depreender-se que todos os ateus são agnósticos, um resultado indesejável. Uma maneira de evitar isto seria definir agnosticismo como não crer que P e não crer que não-P.

    abrs
    Pedro S.

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    Respostas
    1. Sim, obrigado pela correcção. O quadro tem de ser lido da seguinte maneira: quem não crê que existe pelo menos uma divindade ou é agnóstico ou é ateu. Se além de não crer que existe pelo menos uma divindade crê que não existe divindade alguma, é ateu. Se além de não crer que existe pelo menos uma divindade, também não crê que não existe, é agnóstico. Obrigado pela sugestão, talvez seja possível fazer o quadro de uma maneira melhor.

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  2. Sagid Salles fez-me notar também o seguinte: tome-se a seguinte definição razoável (moderna) de agnóstico (que se aplica a qualquer tema, e não apenas à religião): uma pessoa é agnóstica relativamente a algo se, e só se, 1) não crê nesse algo e 2) também não crê na negação desse algo. Este era o aspecto que o Pedro estava a pôr em causa, pois o quadro não explicita que é preciso a condição 2 para se ser agnóstico. Mas há outra dificuldade ainda: uma criança de 6 meses obedece às condições 1 e 2 relativamente a praticamente qualquer assunto, incluindo Deus, mas não é razoável afirmar que ela é agnóstica relativamente a isso. Apenas não tem atitude doxástica alguma relativamente a tal assunto. De modo que me parece que falta uma terceira condição para se ser agnóstico relativamente a algo: 3) a pessoa em causa tem algum tipo de atitude doxástica substancial relativamente ao tema em causa.

    Agora parece que está ok. Se alguém conseguir fazer um quadro simples para alunos de 15 anos que não tenha estas complexidades mas ao mesmo tempo não as viole, agradeço! (Bem-vindos à dificuldade imensa de querer conjugar o máximo rigor filosófico com o máximo didactismo!)

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  3. Sugestão: Agnóstico - quem suspende o juízo sobre a existência ou não existência de deuses.

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