segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Olimpíadas nacionais de filosofia 2016

As inscrições para as V Olimpíadas Nacionais de Filosofia já estão abertas e o prazo para se inscreverem termina no dia 26 de fevereiro.
Os alunos interessados terão pedir aos seus professores que o façam e estes poderão preencher a ficha diretamente aqui.
As Olimpíadas deste ano decorrerão nos dias 8 e 9 de abril na Didáxis - Cooperativa de Ensino, em Riba D'Ave.


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Prémio Ensaio Filosófico SPF 2015

A Sociedade Portuguesa de Filosofia (SPF) acabou de divulgar o vencedor do Prémio Ensaio Filosófico de 2015. Eis o comunicado da SPF.

A edição de 2015 do Prémio SPF, promovido pela Sociedade Portuguesa de Filosofia com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, colocou a concurso uma questão no âmbito da metafísica: Em que consiste a identidade pessoal ao longo do tempo?

É com satisfação que se anuncia que o vencedor do prémio, no valor de dois mil euros, é Hugo Ferreira Luzio, autor do ensaio “A Continuidade Física Garante a Persistência Pessoal no Tempo”.


Hugo Ferreira Luzio frequenta a licenciatura em Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde integra o Grupo de Estudos Políticos e o grupo de discussão filosófica Argument Clinic. Em 2014, obteve uma menção honrosa nas III Olimpíadas Nacionais de Filosofia e, no ano seguinte, uma medalha de bronze nas I Olimpíadas Iberoamericanas de Filosofia. Foi o vencedor do Prémio Prof. Doutor Joaquim Cerqueira Gonçalves 2015, promovido pela revista Philosophica, com o ensaio “Sonicismo Tímbrico e Instrumentalismo: Uma Disputa Ontológica”.

No ensaio premiado, Hugo Ferreira Luzio examina diversas perspectivas sobre a natureza da identidade pessoal, criticando os critérios psicológicos mais salientes na literatura filosófica, bem como alguns dos critérios fisiológicos. Acaba por defender, como resposta ao problema do concurso, um critério corpóreo segundo o qual a identidade pessoal consiste numa relação causal de continuidade física bruta.

Os ensaios foram avaliados, sem conhecimento da identidade dos seus autores, por um júri composto por André Barata (Universidade da Beira Interior), Carlos João Correia (Universidade de Lisboa), Mattia Riccardi (Universidade de Bona), Pedro Galvão (Universidade de Lisboa) e Rui Sampaio Silva (Universidade dos Açores). Além de ter decidido, por maioria, premiar o ensaio “A Continuidade Física Garante a Persistência Pessoal no Tempo”, o júri decidiu ainda, por unanimidade, atribuir uma menção honrosa ao ensaio “Suportes e Processos: Uma Aproximação Metodológica e Substantiva ao Problema da Nossa Identidade ao Longo do Tempo”, de Oscar Horta, professor na Universidade de Santiago de Compostela.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Formas lógicas inválidas

Quando temos uma forma lógica válida, como o modus ponens, todos os argumentos que tiverem essa forma lógica serão válidos. Se exprimirmos o modus ponens na sua máxima generalidade, com variáveis de fórmula (Se A, então B; A; logo, B), isso significa que por mais complexos que sejam os argumentos, serão válidos. E o mesmo acontece com as formas lógicas menos gerais que tiverem essa configuração geral:

(p ∧ r) ➝ (r ∧ p)
p ∧ r
∴ r ∧ p

Contudo, quando uma forma lógica é inválida isso significa apenas que alguns argumentos com essa forma lógica são inválidos — e não todos. E se exprimirmos uma forma inválida com variáveis de fórmula (Se A, então B; B; logo, A), isso significa que algumas formas lógicas mais particulares que tenham esta configuração geral serão inválidas, mas não todas:

(p ∧ r) ➝ (r ∧ p)
r ∧ p
∴ p ∧ r

Esta forma lógica tem a configuração geral da falácia da afirmação da consequente, mas é válida.

Talvez isto seja surpreendente para algumas pessoas. Sempre que uma forma lógica é inválida isso significa apenas que alguns argumentos ou formas lógicas mais particulares são inválidos, mas não todos. Os casos em que isto acontece são muitos. Por exemplo, “P, logo Q” é uma forma inválida, mas o argumento “Alguns filósofos são gregos, logo alguns gregos são filósofos” é válido e tem essa forma; e o mesmo acontece com o argumento “Deus é um existente necessário, logo existe”. E o mesmo poderíamos dizer com respeito à forma lógica mais geral “A, logo B”: as formas “Alguns F são G, logo alguns G são F”, assim como “É necessário que P, logo P”, são válidas, apesar de terem uma configuração mais geral inválida.

Em que pé isto nos deixa com respeito aos inspectores de circunstâncias (sequências de tabelas de verdade)? Quando fazemos um inspector e vemos que aquela forma é válida, todas as formas menos gerais e todos os argumentos com essa forma são válidos; mas quando fazemos um inspector e vemos que uma dada forma é inválida, isso significa apenas que alguns argumentos e algumas formas lógicas menos gerais com essa forma são inválidos, e não que todos o são. Assim, o inspector de “Se A, então B; B; logo, A” diz-nos correctamente que algumas formas lógicas e alguns argumentos com esta forma são inválidos. E isto é compatível com a validade de “Se (p e r) então (r e p); (r e p); logo, (p e r)”. Esta forma lógica é uma das que são válidas, mas há outras com aquela configuração geral que são inválidas, e é por isso que a afirmação da consequente é uma forma geral inválida.

Em suma, não devemos pensar que encontrar uma forma inválida é sinónimo de estabelecer que qualquer argumento ou forma com essa configuração mais geral é inválido. Só estabelecemos que não é verdadeiro que todos os argumentos ou formas com essa configuração são válidos, nada mais. Em contraste, se encontramos uma forma válida, todos os argumentos ou formas com essa configuração geral serão válidos.

domingo, 29 de novembro de 2015

Moral kantiana: uma precisão


A Lição 18 do manual do 10.º ano, intitulada "Kant e a vontade boa" (pp. 76-78) apresenta a distinção kantiana entre as ações que são contrárias ao dever e as ações que estão de acordo com o dever, sendo que estas se dividem, por sua vez, entre as que são meramente conformes ao dever e as que são realizadas por dever (ver esquema da p. 78). 

Como aí se explica, só as ações que são realizadas por dever têm valor moral. Mas daí não se segue que aquelas que são meramente conformes ao dever sejam moralmente incorretas (ou imorais), pois as ações que não são moralmente corretas podem também, de acordo com Kant, não ser moralmente incorretas. 

Apesar de isto estar devidamente apresentado nessa lição e de ser consistente com o que se diz nas lições seguintes, há na p. 77 uma imprecisão claramente infeliz e enganadora, que deve ser corrigida. Aí se diz, a propósito do conhecido exemplo kantiano do comerciante, que ações como a de não enganar os clientes por medo de ser apanhado são moralmente reprováveis. O que se devia ter dito é que não têm valor moral, ou que não são moralmente corretas (como se diz a seguir) e não que são moralmente reprováveis.

Fomos alertados para esta infeliz imprecisão pelo colega Carlos Pires (professor da E.S. Laura Ayres, da Quarteira), a quem agradecemos o muito justificado reparo.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Informação-Prova para o exame nacional de Filosofia de 2016

Foi publicada há dias na página do IAVE a Informação-Prova para o exame de Filosofia de 2016 (clicar AQUI).

Uma primeira leitura permite concluir que é praticamente igual à do ano passado, pelo menos no que diz respeito à caracterização da prova e à lista de conteúdos a avaliar. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Lógica & metafísica

Aqui na Universidade Federal de Ouro Preto estamos começando agora um novo semestre, no qual lecciono Lógica e Metafísica. Estou usando com os alunos, nos dois casos, os primeiros rascunhos dos meus dois livros introdutórios a essas áreas. Entretanto, lembrei-me que mais alunos e colegas poderão ter interesse em ter acesso aos capítulos que vou disponibilizando aos meus alunos.

Assim, quem desejar pode ler esses capítulos e enviar-me críticas e sugestões; são muito bem-vindas. O primeiro capítulo de lógica está aqui, e o primeiro capítulo de metafísica está aqui. Espero que seja uma leitura proveitosa.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Um guião para O Homem da Terra

aqui sugerimos e fizemos uma breve apresentação deste filme. Apresentamos agora uma proposta de guião para eventual uso nas aulas de Filosofia.

Título original: Man from Earth
Ano: 2007
País: EUA
Realização: Richard Shenkman
Argumento: Jerome Bixby
Música: Mark Hinton Stewart
Actores: David Lee Smith, Tony Todd, John Billingsley, William Katt, Ellen Crawford, Alexis Thorpe, Annika Peterson, Richard Riehle.

CURIOSIDADES
O filme é de muito baixo orçamento e passa-se quase todo numa sala, sendo por vezes comparado, nesse aspecto, a Doze Homens em Fúria, de Sidney Lumet. O realizador nem sequer chegou a encontrar-se pessoalmente com o autor da música, Mark Hinton Stewart, que é inglês e vive em Inglaterra. Apenas falou com ele várias vezes por telefone, dando-lhe as indicações que achava necessárias.

O argumentista Jerome Bixby é o mesmo que escreveu boa parte dos episódios de O Caminho das Estrelas (Star Trek) e de A Quinta Dimensão (The Twilight Zone).
Vários actores entraram também na série O Caminho das Estrelas.

QUEM É QUEM
David Lee SmithJohn Oldman, um professor de História da universidade de Stanford.
Tony ToddDan, um antropólogo que é amigo e colega de Oldman.
John BillingsleyHarry, um fisiologista que é amigo e colega de Oldman.
Ellen CrawfordEdith, uma especialista em literatura cristã que é amiga e colega de Oldman.
William KattArt, um arqueólogo que é amigo e colega de Oldman.
Alexis ThorpeLinda Murphy, aluna de Art na universidade.
Annika PetersonSandy, a assistente de Oldman na universidade.
Richard RiehleDr. Will Gruber, um psiquiatra amigo e colega de Oldman.

RESUMO DO ARGUMENTO
John Oldman decide inesperadamente abandonar o seu cargo na universidade e mudar de vida, partindo para lugar incerto. Os seus amigos mais chegados vão, algo intrigados, despedir-se dele a sua casa, onde se viam os seus poucos haveres praticamente todos empacotados para oferecer a uma instituição de caridade que os iria recolher. Os amigos de Oldman, surpreendidos com a sua intempestiva e aparentemente inexplicável decisão interrogam-no, preocupados, sobre o que se passa para ele abandonar tudo dessa maneira. Ainda por cima depois de Oldman ter acabado de ser nomeado director do departamento de História da prestigiada Universidade de Stanford. Oldman responde que não está com graves problemas de saúde nem vai fugir de coisa alguma; simplesmente sente necessidade de mudar. Ante a insistência dos seus amigos, Oldman vai cedendo e decide contar-lhes a verdade, pois conclui que merecem não ficar na dúvida e merecem despedir-se dele como aquilo que ele é realmente. E, assim, acaba por dizer aos poucos, com hesitações e alguma dificuldade, que tem 14 000 anos de idade. Incrédulos, os seus amigos reagem de diferentes maneiras: ora pensam que está a troçar deles, ora que está doente, ora que está indecentemente a testar a sua amizade. Mas ele vai respondendo calmamente às perguntas que surgem em catadupa. Só que nada do que diz parece contradizer o melhor conhecimento científico disponível, ali representado por distintos especialistas em várias áreas. Quando a sua história parece não ter defeitos detectáveis, alguém lhe pergunta se, tendo vivido em tantas eras, ele chegou a conhecer alguma personagem histórica ou religiosa realmente marcante. Contra a sua própria vontade, não conseguiu evitar dizer que ele próprio foi Jesus Cristo. A discussão aquece e, perante a revolta dos seus amigos, em especial as ameaças de internamento do seu velho amigo psiquiatra, Oldman decide voltar atrás com a sua palavra, alegando ter estado todo esse tempo a testar com eles uma história que tinha em mente para um livro que pretendia escrever. A reação dos seus amigos não foi totalmente de alívio, mas as coisas acalmaram-se. Quando todos estavam de partida, a assistente de Oldman, dando sinais de ter acreditado realmente na sua história, chamou-o de lado e interrogou-o sobre os nomes que deve ter usado ao longo de tantos séculos. Oldman (Homem Velho) deu-lhe alguns exmplos, como o que teve quando há 60 anos atrás ensinou na universidade em Boston. O velho psiquiatra, que só então estava a sair da casa, ouviu inadvertidamente a conversa e reconheceu imediatamente o nome do seu pai, que também desapareceu quando ele era criança.

QUAL A PLAUSIBILIDADE DA SITUAÇÃO APRESENTADA NO FILME?
Por volta dos 10 minutos de filme, o antropólogo Dan responde à pergunta sobre como seria o homem do Paleolítico Superior (cerca de 14 mil anos): “Bem, pensamos que o homem do Paleolítico Superior era tão inteligente quanto nós. Só não tinha o mesmo conhecimento que nós."
Momentos depois, alguém se questiona sobre a capacidade de organismos como o humano poderem viver durante tanto tempo, ao que o fisiologista Harry responde: “O corpo humano parece estar preparado para viver 190 anos. A maior parte de nós morre por envenenamento lento. [...] O pâncreas renova as suas células a cada 24 horas, as paredes do estômago em 3 dias, o corpo inteiro em sete anos, mas o processo começa a desgastar-se, acumulando-se lixo que eventualmente provoca a falência da sua função. Mas se algo especial no seu sistema tivesse provocado uma desintoxicação perfeita, então sim. Isso poderia evitar a decadência.” 

MOMENTOS CHAVE DO FILME
00:11:00: Oldman começa a sua confissão
00:19:57: Alguém diz a Oldman que ele devia saber tudo o que havia para saber e que não havia nada que ele não tivesse aprendido quando, afinal, não parece assim tão diferente em sabedoria de muitos outros. O comentário de Oldman foi “o que tive de desaprender!”
00:30:51: Dan faz um improvável balanço da história que Oldman acabou de contar: “nada permite provar o que ele diz, mas também nada permite provar o contrário”.
00:31:30: Interrogado sobre quando ficou a saber que era um Cro-Magnon, a resposta de Oldman expõe a sua interessante visão sobre a aquisição do conhecimento. 
00:40:43: O psiquiatra pergunta a Oldman se sabe quem é o seu pai. O comentário do próprio psiquiatra à resposta de Oldman é curioso, tendo em conta o desfecho da história.
00:50:40: Começa a parte mais dramática do filme, em que o tema passa a ser a religião.
00:51:36: A questão religiosa central é discutida.
01:19:10: Uma última revelação surpreendente.

TESTAR A ATENÇÃO E A COMPREENSÃO DA HISTÓRIA
1. Ao longo do filme são referidos vários objectos:
   a) Um quadro que Oldman está a colocar na carrinha. Quem é o autor do quadro e como interpreta o seu papel no filme?
   b) Uma garrafa de uísque Johnny Walker Green. Como interpreta a referência a essa marca no filme?
   c) Um cinzel. O que faz o cinzel no filme?
   d) Um arco de caça. O que faz esse arco no filme?
2. O que leva Oldman a sentir necessidade de mudar de lugar ao fim de dez anos aproximadamente no mesmo sítio?
3. Oldman diz que ele é a mesma pessoa que Jesus, mas que Jesus não foi exatamente o que as pessoas geralmente pensam que foi. Como explica Oldman os milagres atribuídos a Jesus e a história de que ressuscitou dos mortos ao fim de três dias?

TEMAS A EXPLORAR E QUESTÕES A DISCUTIR EM FILOSOFIA

A) 11º ANO - A ANÁLISE DO CONHECIMENTO (em particular, a justificação das nossas crenças
— Terão os amigos de Oldman justificação para acreditarem que ele tem 14 000 anos e que ele foi Jesus?
 Terão os amigos de Oldman justificação para acreditarem que ele não tem 14 000 anos e que  ele não é Jesus?
 Que tipo de justificação se exige para acreditar no que Oldman afirma?
 A história de Oldman é coerente e é consistente com o que a ciência atual (a avaliar pelo que reconhece o fisiologista, o antropólogo e o historiador), embora não sejam conhecidos casos reais como o dele. Isso mostra que aquilo que ele afirma é justificado e que pode ser verdadeiro?
 Por que razão acreditamos naquilo em que acreditamos, afinal?

B) 10º ANO – O SENTIDO DA VIDA (em particular o argumento recorrente de que a morte impede que a nossa vida tenha sentido).
— Há alguma razão para pensar que a vida de Oldman, dado a sua morte não estar no horizonte, é substancialmente diferente da nossa ou que ela tem mais sentido do que a nossa?

C) 10º ANO — A EXPERIÊNCIA RELIGIOSA (em particular o fideísmo e o argumento cosmológico a favor da existência de Deus)
— Qual a posição que as diferentes personagens, nomeadamente Edith, Harry e o próprio Oldman, têm acerca da existência de Deus?
 Qual o argumento acerca da existência de Deus com que Oldman é confrontado?
 Qual a resposta de Oldman a esse argumento? É essa resposta convincente?

LIGAÇÃO PARA O FILME COMPLETO
(com legendagem em português do Brasil, mas com algumas deficiências)

LIGAÇÃO PARA O TRAILER DO FILME

Esta proposta de guião foi apresentada no âmbito da ação de formação "O filme como ágora: cinema e humanidades na sala de aula", dirigida pelo colega Carlos Café.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Duas sugestões

Um pouco em cima da hora, aqui fica uma sugestão já para amanhã: o lançamento do livro Por Amor à Sabedoria, de João Carlos Silva, na Livraria Desassossego, em Lisboa. Mais pormenores aqui


No início do próximo mês, o Páginas de Filosofia lança uma nova iniciativa no sentido da promoção do debate filosófico, criando a primeira Comunidade de Leitores de Filosofia (CLF) online em língua portuguesa.

Todos estão convidados a participar. O primeiro livro a ser debatido é Escritos Sobre uma Vida Ética, de Peter Singer e o início da discussão online está agendado para dia 4 de Outubro. Podem aceder aqui.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Professores em Lisboa e com Aristóteles no Algarve

Um bom reinício das atividades para todos os professores e leitores deste blogue.

Como já vem sendo habitual, o ano começa com o Encontro Nacional de Professores de Filosofia, já na sua 12.ª edição, decorrendo hoje e amanhã na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.


A conferencista internacional convidada é Adela Cortina, da Universidade de Valência, e as conferencistas nacionais convidadas são Luísa Ribeiro Ferreira (U. Lisboa) e Irene Borges Duarte (U. Évora).

Alguns dias depois, mais a sul, tem lugar na Universidade do Algarve (Faro) o seminário anual da Sociedade Ibérica de Filosofia Grega, dedicado aos fragmentos e obras perdidas de Aristóteles.


Os oradores são António Pedro Mesquita (U. Lisboa), Tomás Castro (U. Lisboa), Juan de Diós Bares (U. Valência), Carlos Martins de Jesus (U. Coimbra), José Maria Zamora (U. Autónoma Madrid) e António Caeiro (U. Nova Lisboa). É no dia 18 de setembro e o acesso é livre.